• Heli Gonçalves Moreira

Ah! Que falta faz um bom Líder Operacional

Você já parou para refletir sobre a falta que faz um líder operacional em qualquer atividade que requeira uma equipe de trabalho e quantos prejuízos isso pode causar?


Ao contrário, você já parou para refletir como é bom contar com um líder operacional capaz de manter o ambiente de trabalho saudável, harmônico e produtivo?


Por conta de minha profissão de consultor especializado em ambientes de trabalho, aprendi a desenvolver meu instinto observador sobre a formas como as tarefas são executadas pelas equipes e quais são os impactos decorrentes.


Observar, propor e implementar soluções tem sido um propósito profissional permanente, mesmo em períodos ou atividades de lazer. O instinto observador fala mais alto.


Diariamente faço uma caminhada, recomendada pelo cardiologista, com duração de uma hora, percorrendo um trajeto de seis quilômetros aproximadamente.


Aproveito para refletir sobre a vida, sobre a minha família, meus amigos, meu trabalho e observar as pessoas com as quais eu cruzo no caminho.


Infelizmente a construção civil é uma atividade estigmatizada no Brasil, o que tive a oportunidade de constatar, pois já atuei diretamente, no passado, como responsável pela construção de inúmeras residências.


No trajeto de minha caminhada diária observei que, no primeiro trimestre desse ano, foram iniciadas três obras, de forma quase simultânea: a construção de uma residência e duas outras sendo reformadas ou ampliadas.


Percebi que todas elas estão sendo executadas por empreiteiras de médio e pequeno porte.


A primeira, a construção de uma residência de grande porte, com três pavimentos sendo erguidos num terreno em aclive. Uma obra difícil, mas muita limpa, com as máquinas, equipamentos, ferramentas e materiais, de boa qualidade e sempre bem arrumados, onde se percebe nitidamente pouco desperdício, indicando que se trata de um trabalho desenvolvido com controle de qualidade.


Meu senso observador registra diariamente um bom ritmo de trabalho, uma pequena equipe de 6 a 8 profissionais, atuando de forma ordenada, com um rápido intervalo para descanso, ocasião em que tomam um lanche, conversam um pouco e todos aproveitam para usar seus celulares.


Um destaque, todos utilizam uniforme e os equipamentos básicos de proteção individual, como o capacete, luvas, botinas com biqueira de aço e máscara.


É possível distinguir nitidamente a figura do líder operacional, o encarregado da obra, circulando e orientando os profissionais durante todo o expediente de trabalho.


A segunda obra se refere à reforma e ampliação de uma residência de médio porte, com dois pavimentos, localizada num terreno plano.


É possível notar que, apesar de as máquinas, equipamentos, ferramentas e materiais serem de boa qualidade, a organização e o ritmo da obra deixam a desejar, quando comparados com a primeira obra, mesmo considerando se tratar de uma reforma.


Tenho observado que da equipe formada por 10 a 12 profissionais, sempre têm dois, três ou mais profissionais parados, conversando e utilizando seus celulares. A improdutividade é perceptível.


Ademais, tenho notado que alguns não utilizam de forma adequada os equipamentos de proteção individual, incluindo o cinto de segurança nos trabalhos em alturas, como as escadas e o telhado da residência.


De outra parte, com algum esforço, creio que consegui identificar o líder operacional, o encarregado da obra, sempre à distância, sentado à sombra na calçada, do outro lado da rua, fumando e conversando no celular.


A identificação do encarregado somente foi possível observando quando algum profissional o procura e pergunta sobre como resolver algum problema ou quando ele se levanta e adota uma postura mais ativa na presença do gerente ou proprietário da empreiteira.


A terceira obra, a reforma de uma residência de menor porte, com três pavimentos, localizada num terreno em aclive.


Trata-se de uma reforma aparentemente bem mais simples que a obra citada anteriormente.


O que ressalta aos olhos nessa obra é a total desorganização em relação às máquinas, equipamentos, ferramentas, materiais, passando uma sensação de desperdício de material e de tempo.


Sempre observo os 3 ou 4 profissionais que compõem a equipe, todos eles, parando com frequência o trabalho para utilizar o celular. O ritmo da obra é irritantemente lento.


Essa obra não conta com o trabalho presencial de um encarregado. A supervisão é realizada por uma profissional, creio ser uma engenheira, que comparece uma ou duas vezes por dia e, mesmo com a sua presença, o ritmo dos profissionais não se altera, o uso do celular continua.


Os trabalhos em altura são realizados em andaimes improvisados e os profissionais, sem o uso dos cintos de segurança, mais se parecem com malabaristas ou trapezistas. O proprietário do imóvel que o diga.


Nessa obra é possível observar um elevado turnover dos profissionais, o que me faz crer tratar-se de um estilo de gestão da empreiteira: “não serve, demite”.


Você provavelmente já percorreu os diversos processos operacionais da sua empresa e teve percepções e sensações similares às minhas.


Fale conosco, podemos ajudá-lo! Conte com um líder operacional capacitado e comprometido, capaz de promover o engajamento da equipe com os valores e metas da empresa.