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Calendário de 2026: alguns dos desafios para RH, Relações Trabalhistas e Lideranças

  • Foto do escritor: Heli Gonçalves Moreira Júnior
    Heli Gonçalves Moreira Júnior
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

O ano de 2026 reúne uma combinação de fatores externos que podem impactar a gestão de pessoas e as relações de trabalho, como a redução da jornada semanal (fim da escala 6x1), eleições, Copa do Mundo e um calendário com feriados concentrados em dias úteis. Esse contexto amplia a complexidade do ambiente corporativo e exige uma atuação estratégica, preventiva e integrada das áreas de Recursos Humanos, Relações Trabalhistas e Sindicais, bem como das lideranças e dos gestores.


Mais do que lidar com agendas e eventos específicos, o desafio será preservar a produtividade, o clima organizacional e a segurança jurídica em um cenário de maior sensibilidade nas relações de trabalho.


Produtividade e gestão da jornada em um calendário fragmentado


O debate que está presente no Congresso e no Senado, com apoio do Governo para o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal, somado à concentração de feriados em dias úteis, aos pontos facultativos e a eventos de grande mobilização social, fragmenta o calendário corporativo e pode reduzir os dias úteis efetivos, exigindo das empresas maior planejamento e controle.


Entre os principais desafios estão o replanejamento constante de escalas e jornadas, a manutenção de prazos e entregas e a correta gestão de banco de horas, compensações e horas extras. Para RH, RTS, Jurídico e lideranças, o equilíbrio entre flexibilidade e controle torna-se essencial, sempre em conformidade com a legislação vigente e os instrumentos coletivos aplicáveis.

Relações trabalhistas e sindicais mais sensíveis


O aumento do salário-mínimo acima da inflação, novas demandas sindicais (redução de jornada e vale-alimentação) e períodos eleitorais tendem a intensificar debates, expectativas e pautas reivindicatórias nas relações de trabalho. Esse movimento pode se refletir diretamente nas negociações coletivas, que passam a demandar maior preparo técnico, consistência jurídica e capacidade de diálogo não apenas com os líderes sindicais, mas também com gestores e colaboradores.


Entre os desafios estão pautas sindicais mais amplas, maior pressão por reajustes e benefícios e o aumento do risco de conflitos coletivos e judicialização. A atuação preventiva, o alinhamento entre RH, RTS, Jurídico e lideranças e o diálogo estruturado com as entidades sindicais tornam-se fundamentais para a mitigação de riscos.

Clima organizacional, engajamento e polarização


Eventos políticos e esportivos mobilizam emoções, opiniões e posicionamentos que, inevitavelmente, alcançam o ambiente corporativo. Sem uma gestão adequada, esse contexto pode impactar negativamente o clima organizacional, o engajamento e a produtividade.


Os principais desafios envolvem a administração de conflitos internos, a manutenção do foco das equipes em períodos críticos e o reforço das políticas de conduta e comunicação interna. Cabe às lideranças, com apoio do RH e do RTS, assegurar um ambiente saudável, harmônico e produtivo, alinhado aos valores organizacionais.

Saúde mental e bem-estar dos colaboradores


A alternância entre períodos de alta demanda e interrupções no calendário, somada à instabilidade política e econômica, pode gerar impactos relevantes na saúde mental das equipes.


O aumento do estresse, da ansiedade, do absenteísmo e do desengajamento exige das empresas uma atuação mais estruturada em programas de bem-estar, comunicação clara e lideranças preparadas para lidar com questões humanas de forma responsável.


Além disso, a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 será obrigatória a partir de maio de 2026, exigindo que as empresas identifiquem, avaliem e controlem fatores como estresse, ansiedade, burnout e assédio, com foco na promoção de ambientes de trabalho psicologicamente seguros.

Compliance trabalhista e segurança jurídica


O cenário de 2026 reforça a importância do rigor na gestão das obrigações trabalhistas. A correta administração da jornada, dos feriados, dos descansos legais e dos acordos coletivos é essencial para a redução de riscos e passivos.


Interpretações legais divergentes, fiscalizações e ajustes no ambiente regulatório exigem processos bem definidos, documentação adequada e atualização constante das práticas internas.

O papel das lideranças em 2026


Em um ambiente mais complexo, líderes e gestores precisam atuar além da operação cotidiana. A capacidade de adaptação, a comunicação clara, a antecipação e mediação de conflitos e a tomada de decisão alinhada à estratégia e ao compliance tornam-se competências indispensáveis.


Mais do que executar, liderar em 2026 significa conectar pessoas, estratégia e responsabilidade, mantendo o equilíbrio entre resultados e relações de trabalho sustentáveis.

Um olhar estratégico para 2026


O ano de 2026 exigirá das empresas uma gestão de pessoas e das relações trabalhistas mais madura e integrada. A antecipação de riscos, o fortalecimento do diálogo interno e com os respectivos sindicatos e o alinhamento entre áreas serão determinantes para reduzir impactos, preservar a eficiência e promover relações de trabalho mais equilibradas.


Há 40 anos, a HGM Consultores contribui com soluções estratégicas, alinhadas à legislação e à realidade de cada organização, apoiando a tomada de decisão, a mitigação de riscos e o fortalecimento dos profissionais de RH e RTS, bem como das lideranças internas.

 
 
 

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